Resumo Executivo
A Traction ajudou uma construtora do interior de São Paulo a estruturar um canal digital que saiu de 0% para 40% das vendas atribuídas ao marketing digital em pouco mais de um ciclo comercial, reduzindo a dependência de ações físicas e antecipando em 2 anos e meio a projeção de esgotamento das unidades.
O projeto reorganizou o sistema em três frentes integradas: Marca (clareza e coerência da mensagem no digital), Aquisição (mídia como combustível com distribuição correta) e Vendas/Qualificação (integração com corretores e uso de dados de conversão para ajustar a operação).
Desafio
Transformar o digital de “presença improdutiva” em um canal real de geração de demanda, com integração operacional com o time comercial.
Solução
Auditoria completa, reestruturação de comunicação e campanhas para o contexto online e criação de rotina integrada entre marketing e corretores para registrar dados e retroalimentar decisões.
Contexto inicial
O cliente operava com um modelo centrado em vendas presenciais: time de corretores e ações porta a porta.
Embora existisse mercado validado e potencial de venda, o digital não participava do resultado: 0% das vendas vinham do marketing online.
O esforço digital se limitava a campanhas mal distribuídas e criativos “emprestados” do material físico, sem linguagem e estratégia próprias para o ambiente online.
Além disso, não existia um processo consistente de integração entre marketing e comercial para registrar informações de leads e usar dados de conversão como base de otimização.
O efeito prático era previsível: sem impacto em vendas e com esgotamento de estoque projetado para 2028.
Desafios e obstáculos
O desafio central era construir um canal digital que sustentasse geração de demanda de forma consistente, reduzindo a dependência do físico e encurtando o ciclo de esgotamento das unidades.
Os principais obstáculos identificados foram:
Alocação de investimento
Investimento em mídia mal direcionado e distribuído em canais/formatos sem retorno.
Diferenciação
Comunicação digital sem linha própria (replicação do físico no online).
Conexão marketing e vendas
Falta de integração entre marketing e corretores para registrar e usar dados reais de conversão.
Uso de dados
Ausência de rotina de decisão baseada em dados para ajustes e realocação de verba.
Abordagem
A atuação foi organizada em torno dos 3 pilares da máquina de vendas Traction: Marca, Aquisição e Vendas/Qualificação.
Marca
O primeiro passo foi parar de tratar o digital como “um espelho” do material físico e reconstruir a comunicação com lógica própria para jornada online.
Na prática, isso significou reestruturar a mensagem e a linha criativa para o ambiente digital, com coerência entre o que a campanha prometia e o que o lead entendia ao avançar no processo.
O objetivo aqui foi reduzir atrito na decisão e evitar que a presença online sabotasse a conversão.
Aquisição
Com base em diagnóstico e benchmarks, a Traction redesenhou a estrutura de campanhas e realocou a verba para canais e formatos mais aderentes ao público e ao produto, eliminando gastos improdutivos.
A mídia passou a operar como combustível do sistema, com distribuição mais racional e capacidade de gerar fluxo suficiente para alimentar a etapa seguinte (qualificação e atendimento).
Vendas
Para que o digital virasse venda (e não só lead), foi criada uma integração operacional com o comercial:
- Treinamento dos corretores para seguir padrões de registro e acompanhamento de leads.
- Rotina de retroalimentação: o time comercial devolvia dados de conversão para o marketing ajustar campanhas e criativos.
- Padronização do atendimento e da qualificação para aumentar o aproveitamento das oportunidades geradas.
Nesse tipo de operação, o output controlável do sistema tende a ser a visita agendada (o “quase gol” do segmento), porque a finalização depende do time comercial, da negociação e da decisão final do cliente.
Resultados
Digital como canal de vendas
01O marketing digital saiu de 0% para 40% das vendas do loteamento.
Antecipação de esgotamento
02A previsão de esgotamento do estoque foi antecipada em 2 anos e meio.
Estratégia otimizada para o digital
03Campanhas, verba e comunicação passaram por redesenho completo.
Uso de dados
04Implementação de processo contínuo de coleta e uso de dados para orientar otimizações.
Integração entre marketing e vendas
05Integração entre marketing e comercial elevou a eficiência do atendimento e a conversão das oportunidades geradas.
Síntese dos Fatores de Sucesso
Auditoria antes de escala
Correção de base e eliminação de desperdício antes de aumentar investimento.
Comunicação feita para o digital
Parar de adaptar o físico e construir mensagem para jornada online.
Marketing + vendas como um sistema único
Corretores treinados, registro de dados e feedback contínuo.
Decisão orientada por dados
Oimização recorrente baseada no que converte, não em achismo.
Conclusão
Este case mostra uma virada típica de Máquina de Vendas: quando Marca, Aquisição e Vendas operam integradas, o digital deixa de ser um “extra” e vira um canal que sustenta resultado.
Mais do que performance pontual, o que ficou foi uma estrutura replicável: um modelo de operação digital conectado ao comercial, capaz de reduzir dependência de um único canal e acelerar a venda do estoque com mais controle e previsibilidade.
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